O violino

Em brandos sons o violino chora
Carrega ao solo leves suspiros
Uma lágrima colorida rola
Doce efeito divina sonata

E brincas de pular corda
Oh! compassados ritmos 
Leveza branca virginal
A descortinar segredos

Chora doce violino eternal
E forma parte a parte 
figuras novas, geometria
Transcendentes formas

Da criança rouba o riso
Ao idoso, o vinco 
E o viço da flor enamorada
Tiras da pele cetim

Incansáveis sons vitrais
Que nas janelas de uma capela
Mesclam e se confundem
E tornam bem lapidada
A pedra bruta de esmeralda

D.A. Rosallice - 30\05\2015 

 

 

 

Apresentação

Rosali Gomes

Pseudônimo: Rosallice Fideles 

Mineira de Belo Horizonte

Graduada em Letras pela PUC  - Pós graduada: Especialiação em L. Portuguesa - UNE-BH

Funcionária pública municipal

 

Escrever é...

Para mim, escrever hoje  é  muito mais que inspiração. É motivo, sentido, missão, força que move; é tão sagrado que faz crescer o desejo de passar horas inteiras absorvida pelas letras e sua magia.

A princípio, usaria como pseudônimo Rosalie. Resolvi mudar para Rosallice Fideles por dois motivos: Quis homenagear Alice, filha de uma grande amiga; e Fideles é sobrenome do meu avô materno, Herval Fideles de Carvalho, homem de uma integridade e caráter muito retos, como o próprio sobrenome sugere:

Fidelidade é um termo com origem no latim fidelis, que significa uma atitude de quem é fiel, leal, confiável, honesto, verdadeiro, enfim,  de quem tem compromisso com aquilo que assume.

 

 OURO DE OFIR

 Recebi de Ofir

O convite do amor

Puro ouro

Requinte em flor

 

Da cidade de  Ofir

Veio graça pra mim

Comparou-me

Ao ouro de Ofir

 

Tudo em letras ternais

Assinou o Senhor

Grande eu sou

Ressurreto, Senhor

 

Entendendo esse amor

Prostrei-me aos pés da cruz

Vi, senti tuas mãos

sobre mim

Transpassadas de amor

Estendidas pra mim

 

Um espelho de ouro eu vi

Minha face em ti

Encontrei-me no Ofir

Resplandece meu ser só pra ti

 

Para sempre, Senhor

Quero ser como tu

No labor dessa lida aqui

 

Regressar à imagem

Sou um ouro de Ofir

Sei quem sou

Novo ser no Senhor  

       

Digo amém!!!

Assim seja, Senhor

Realeza sem par

O teu reino é amor

 

Lembrarei para sempre

Quem sou

És espelho pra mim

Ouro fino de Ofir

Cada passo

Novo  caminho abriu!

 D.A rosallice

 

 

 

Músicas que eu cantava na adolescência nas missas da minha Paróquia Senhor Bom Jesus do Horto, ocasião em que fazia parte da JUNAC  (Jovens Unidos no Amor de Cristo). Nosso líder e encorajador: Padre Roque - (Dom Sebastião Roque Rabelo Mendes) 

UM POUCO DE PERFUME (Judith Junqueira)

 Fica sempre um pouco de perfume
Nas mãos que oferecem rosas
Nas mãos que sabem ser generosas
Dar o pouco que se tem a quem tem menos ainda
Enriquece o doador, faz sua alma ainda mais linda
Dar ao próximo alegria parece coisa tão singela
Aos olhos de Deus porém é das artes a mais bela

 

 

BALADA DA CARIDADE (Pe Zezinho)

 
É cantiga de ninar
Mas o pobre meu Irmão
Para ele a chuva fria
Vai entrando em seu barraco
E faz lama pelo chão

Como posso
Ter sono sossegado
Se no dia que passou
Os meus braços eu cruzei?

Como posso ser feliz
Se ao pobre meu Irmão
Eu fechei meu coração
Meu amor eu recusei? (bis)

Para mim o vento que assovia
É noturna melodia
Mas o pobre meu irmão
Ouve o vento angustiado
Pois o vento, esse malvado
Lhe desmancha o barracão
 
 

 


 

Dona Aurora

 

Na tarde morna

Passa devagar

A preguiçosa

Dona Aurora

À mão direita

traz a velha sacola

E agarrado

à sua cintura

Empurra-lhe

Seu Raimundo!

Rosallice Fidelis

 

 

Consciência e Cidadania

Um novo tempo é anunciado! O veu da inocência hoje está roto, puido transparente e espelha o que há de mais sórdido e podre na política brasileira. Em nós há uma mistura de exultação e tristeza! Por um lado, a queda da máscara de uma liderança que se dizia tutora e defensora dos mais carentes, faz com que acreditemos na mudança e que os gritos das ruas resultem em brio e vergonha na cara dos que deveriam representar os interesses do povo. De outro lado, o brasileiro, ferido em sua honra, assiste, estarrecido, o resumo da obra: "Fomos enganados!" ouço de um senhor de meia idade, simplesmente vestido.Presente na manifestação pelo fim da era petista, esse nobre brasileiro , olhos cansados, face marcada pelos vincos do tempo e da luta, maos rudes e enrugadas, tinha na voz a força e a coragem de clamar"Fora PT". Aproximei-me movida pela simpatia e respeito à voz do anciao. Nossa prosa se deu nesses termos. "Parabens por estar aqui , lutando pela construcao de um Brasil limpo e sem corrupcao." É ele: "Dona, eu nao podia cruzar os bracos... De manhãzinha , um dos meus netinhos parou os olhos em mim. Senti na hora uma coisa ruim e pensei nessa roubalheira, nessa caristia misturada com desemprego e tudo quanto é bandalheira que fizeram com o pais. Pensei naquele menino que ia ficar grande e achar um Brasil tomado pela mentira, safadeza e desonra. Vesti essa roupa e calcei esse chinelo, tudo às pressas. Vim trazer meu grito de basta! A senhora desculpa que não estou te ouvindo bem, estou com o sentido nessa multidão que grita o engano e o buraco onde esses canalhas jogaram nossa pátria. Foi se afastando e ainda murmurou:"Se o PT tivesse melhorado a vida da gente de verdade, hoje eu não estaria com duas contas de luz atrasadas".

Rosallice